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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, SANTANA, Mulher, de 56 a 65 anos, Portuguese, English, Livros, Cinema e vídeo, Curtir minha familia,meus filhos e netos
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Histórico
 24/07/2005 a 30/07/2005
 17/07/2005 a 23/07/2005


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Minha filha caçula


Falar da Michele requer mais tempo e mais atenção pois ela deu mais trabalho do que todos juntos e todos os seus irmão foram também um pouco seus pais e tiveram alguma participação em sua formação.
“’ MINHA MENINA CORAJOSA “

Este livro pretende ser tão-somente uma reflexão sobre a criança, o adolescente e o adulto portadores da síndrome de down e o preconceito ainda tão presente em nossa sociedade .
O que move minhas mãos ao transcrever para estas páginas a história de uma vida é o amor e principalmente a emoção que sinto ao relembrar fatos marcantes desta vida : a de minha filha MICHELE. Reflexão é o que penso conseguir ao final dele, para que as pessoas saibam como é gratificante e fácil educar uma pessoa tão cheia de amor para dar, num mundo violento e tão materialista . Mas há também um outro objetivo: contribuir para desvendar o tema, como orientação para outros pais que desorientados não sabem como lidar e nem o que esperar de um filho portador desta síndrome.

O dia da descoberta

As expectativas eram de que nascesse uma criança saudável, inteligente e bonita , ela seria a segunda menina entre cinco filhos homens , todos saudáveis e perfeitos.Nós já tínhamos uma menina muito bonita , a Raquel e ao saber que viria outra menina, o natural era pensar que teríamos outra menina tão linda quanto a outra. No dia 07 de julho de 1987 nascia Michele A. Bezerra Mendes, rosada, forte mas.... diferente . Quieta , quase não chorava, olhos parados , não sugava o seio materno , quase chinesinha. Ainda não foi nesse dia que descobrimos . levou quase um mês para que descobríssemos. O Hospital foi lacônico, sem nada mencionar , nos deu uma carta endereçada a um geneticista no Hospital São Paulo. Fazia muito frio e resolvemos esperar para procurar o referido médico. Estando sozinha com o bebê já em casa ( o pai dela viajou para buscar o nosso caçula , o Rafael que estava com minha mãe em outro Estado) ,.comecei a olhar tudo no bebê , as mãos , os pés, os olhos , a língua que insistia em sair da boca e sentindo uma angústia , um sexto sentido . procurando em livros sobre bebês , cheguei aos estigmas da síndrome de down. Foi um choque mas tive aí a certeza- aquele bebê era diferente dos outros que tivera . Esperei . Nada disse ainda , tinha medo , tudo era desconhecido. O pai chegou e quando tentei falar sobre o fato ele se negou a aceitar , achava que ela era normal . Fomos a uma geneticista particular que nos deu como uma paulada na cabeça, suas palavras foram: “Esta criança não vai andar , não vai falar e seu óbito pode se dar por volta de 1 ano , pois ela tem problemas cardíacos.”Não sabíamos o que fazer , mas decidimos que iríamos lutar por ela

Outro dado importante é o medo que senti quando pensei em como os outros iriam receber esta notícia.Como seriam nossas relações? Nessa hora vem o medo do desconhecido. Não sabíamos como lidar com ela. Esta relação podia nos empurrar a nós , seus pais, a grandes expectativas e/ou frustrações. E como seria com seus irmãos ? Será que teriam por ela sentimentos positivos como amor e proteção ou negativos como rejeição e vergonha . E amigos? Será que ela os teria um dia? Minha cabeça estava cheia de preconceitos . Até então eu nunca vira ou convivera com ninguém assim. O que nós tínhamos era muita desinformação ou uma ou outra informação distorcida da realidade estávamos enfrentando. Só a nossa fé em Deus , muita confiança e amor podem nos ajudar neste momento.
Tal constatação aponta, necessariamente, para um replanejamento de vida e fui buscar forças nas reuniões e orações da Seicho-no-ie , o que muito me ajudou para ver minha filha com mais otimismo e boas expectativas. Com o conhecimento e a experiência que foi chegando com a prática ao lidar com ela domos tendo mais confiança e vendo que afinal ela não era um bicho de outro planeta. Fomos estimulando e alcançando progressos. Passamos da desesperança para um orgulho muito grande por tudo quanto ela aprendia. Nossa relação, de toda a família, foi tendo maior qualidade no decorrer dos anos e de seu crescimento.
A medida que ela foi evoluindo fomos nos tornando mais seguros. E aqui quero agradecer muito a participação de meus outros filhos, principalmente da Raquel (na época com 7 anos) e do Rafael ( 4) porque criança não vê as limitações , criança ajuda criança a aprender e através deles ela foi aumentando seu potencial. Tornou-se mais evidente e significativo seu progresso, começou a andar com 1ano e 3 meses, ajudada por seus irmãos., que brincavam com ela como se ela pudesse fazer tudo. Eles praticamente não acreditavam que ela não pudesse fazer e a forçavam a andar e a dançar . Foram eles quem primeiro conheceram o potencial da Michele, acreditaram nela e desenvolveram o que ela podia dar de melhor.




Escrito por Aidael às 02h44
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Meus filhos


Meu terceiro filho o Rafael . é muito meigo e controlado . Digo sempre que ele nunca foi criança, amadureceu muito cedo , como seu irmão o Daniel .É o mais alto de todos. Tenho absoluta certeza que quem os conhecer confiará neles imediatamente e sentirão que são bons e honestos. Eu tenho muito orgulho de todos os meus filhos. O Rafael é aquele filho que ficou em casa depois da saida dos outros e portanto muita responsabilidade caiu em suas costas como por exemplo ficar em casa e nos dar atenção . Seu pai tem ciúmes se ele começa a namorar e demora a chegar ou se não conversa conosco todos os dias. Mas eu o conheço bem , ele é gentil e atencioso com todas as pessoas e sei que nos quer bem.

Escrito por Aidael às 02h41
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Meus filhos


Eu comecei a falar de meus filhos e pensei em começar a falar do mais velho , o Daniel, filho maravilhoso que só me deu alegrias e que foi muito fácil de se educar pois correspondia a cada pensamento bom que se tinha sobre ele, doeu muito separar-me dele mas hoje vejo que ele já veio pronto com sua missão bem determinada. Agradeço a Deus por ele ter se casado aos 21 anos, já com a responsabilidade aprendida e até hoje estar levando o seu barco com determinação e coragem, juntamente com sua esposa Luciana e seus dois filhinhos o Guilherme e a Isabela . Obrigada meu filho.
A segunda filha , linda , amorosa, como nos fez falta a Raquel. Quando ela nasceu foi uma felicidade para mim e para o Miguel, nos sentimos realizados e orgulhosos por ter uma menininha tão meiga e linda. Acontece que seu gênio sempre foi muito marcantee forte como o de seu pai e a medida que crescia , teimava , e falava tanto que acabava sempre fazendo tudo a seu jeito. Podia ter ficado mais um pouco conosco e ter resolvido suas diferenças com seu pai
, mas preferiu se afastar e casar. Hoje vive com seu marido , o Agnaldo e seu filhinho Miguel e o que é pior mora longe de nós.Aprendi muito com minha filhae sinto muito sua falta . Peço a Deus que ela encontre realmente seu lugar na vida e que cumpra sua missão.

Escrito por Aidael às 02h35
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My family!!!

Vou apresentar minha familia, assim conhecem um pouco mais sobre mim...

 

Essa é minha mãe, Dona Lourdes, mulher guerreira e batalhadora.

 

Esse é o meu porto seguro, o chefe da casa meu marido e um trabalhador sem igual.

 

Esse é meu filho mais velho Daniel com minha nora Luciana.

 

Esses são meus netos, Guilherme e Isabella, são filhos de Daniel.

 

Essa é minha filha Raquel e meu genro Agnaldo, eles moram em Salvador/BA.

 

Esse é meu neto Miguel filho de Raquel.

 

Esse é meu filho Rafael, por enquanto ainda solteiro.

 

Essa é minha menina corajosa, minha caçula Michele.



Escrito por Aidael às 21h25
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Meus filhos

É muito bom pensar e falar de minhas experiências com meus filhos. Cada um é um em sua personalidade diferenciada e com sua maneira toda particular de sentir e ver a vida. Acredito que as crianças já nascem com o esboço pronto e os pais vão,através da educação, dando umas pinceladas aqui e alí e num conjunto todos acabam por influenciar uns aos outros.

Escrito por Aidael às 18h46
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Eu, nos meus 58 anos de idade busco uma identidade comigo mesma. Tentei muito ser várias pessoas durante toda a minha vida. Primeiro ser uma boa filha, sempre adorei meus pais e a aprovação deles era muito importante, me preenchia de felicidade. Confesso que tentei muito , mas a vida nos reserva situações, diante de nossas escolhas que nem sempre satisfazem nossos anseios. Percebi que muitas vezes minha vontade ficava no ar, como que a espera de uma nova oportunidade de se manifestar e enquanto isso vivia a vida que estava ao meu alcance. Fazia o que tinha que fazer. O que era mais urgente. A vida nos traz isso, uma urgência, que anula todo resto e enquanto isso os anos passam. Ainda tenho alguns sonhos. Meio adormecidos ... mas sonhos.Chego a conclusão que nem tudo na vida é nossa escolha, porque nunca sabemos o que vem depois. Acredito numa força que nos empurra para realizar o que tem que ser feito , independente de nossa vontade. Tentei também ser boa esposa , também não consegui porque meu padrão de pensamento era diferente e o perdi e não sei se consegui ajuda-lo a crescer.. Da segunda vez também tentei , já passaram 25 anos de vida em comum e continuamos diferentes. Meus filhos ... tentei ser boa mãe.. não sei se consegui , mas amei muito. Também tentei ser uma boa profissional ... mas o que é ser bom em alguma coisa? Não sei . Atualmente me encontro com uma vontade imensa de ser eu mesma sem tentar ser nada mais do que eu mesma... essa é minha crise existencial. Continuo pensando e sentindo um vazio imenso... uma saudade do que poderia ter sido o de quem eu fui. Não sei.

Escrito por Aidael às 02h15
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Bem vindos!!!

Estou tentando fazer minha mãe mais uma vez manter um blog no ar.... pelo menos assim tenho noticias dela e dos meus queridos familiares que se encontram 1994 Km de mim... vamos arredondar logo para 2000 Km.

Aqui eu apresento minha linda para vocês... meu anjo guardião:

 


Escrito por Aidael às 21h14
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